Maçonaria Regular – Fique Atento!

Novembro Azul
4 de novembro de 2019
Maçonaria e a Revolução Farroupilha
15 de novembro de 2019

Maçonaria Regular – Fique Atento!

Regularidade e Reconhecimento Maçônico

Há um descritivo de que em 1646, Elias Ashmole, um antiquário, político, oficial de armas e estudante de astrologia e alquimia britânico, fora feito maçom em uma loja de homens que não trabalhavam na construção civil, sendo os primeiros relatos do surgimento da maçonaria especulativa. Nos anos de 1660 há mais evidências históricas de lojas que iniciavam membros que não eram trabalhadores da construção.

Simbolo da Maçonaria

Logo, a maçonaria operativa era composta exclusivamente por construtores, pedreiros e arquitetos, enquanto a maçonaria especulativa, foram as lojas que congregavam pessoas de outras profissões, na forma que conhecemos hoje.


A partir do século XVIII a humanidade começa a experimentar o iluminismo, um movimento intelectual e filosófico que mudou o mundo das ideias, transformando o conhecimento empírico em científico, substituindo o controle monárquico e do clero pelo controle da sociedade, com a visão de espalhar pelo mundo a ideia de desassociação das igrejas e o estado, liberdades individuais, igualdade entre os homens e o sufrágio universal.

O conhecimento sobre a nova maçonaria que se formara atravessa o Canal da Mancha, e em 1725 é fundado o Grande Oriente da França (GODF – Grand Orient de Francé), que se reúne em assembleia e também passa a iniciar e reconhecer maçons que não trabalham na construção, bem como, pessoas ateias, gnósticas, agnósticas ou de qualquer outra religião ou crença. Com a chegada dos maçons modernos, que não trabalhavam na construção, os conhecimentos utilizados em torno da obra “física” deram espaço para metáforas sobre a construção do próprio ser e da sociedade, despertando nos membros sua responsabilidade de viver uma vida progressista para a humanidade, de não ser uma pessoa estéril na sociedade.

Obediências (sejam Grande Oriente, Grande Loja ou Ordem) são entidades autônomas, regulares e soberanas que congregam as “Lojas Simbólicas”, que são as células ou organizações base em que trabalham os maçons reunidos. Há Obediências que congregam os Altos Graus. É certo, porém, que as Lojas que funcionam nos chamados Altos Graus na sua quase totalidade são congregadas por entidades autônomas e independentes das Obediências Maçônicas.

O nome Obediência Maçônica deriva do pressuposto que um conjunto de Irmãos (quando admitida a sua participação por alguma Obediência) em Loja está sob jurisdição consentida de uma entidade que detém poder de coordenação sobre estes e a sua Loja.

Mas que fique ciente que a mesma jurisdição é consentida e que os Maçons (nomeadamente os Mestres Maçons) são pedreiros-livres e como se costuma dizer “Maçons livres em Loja Livre”.

Por isso quando deixa de haver uma identificação de princípios e valores entre os Mestres Maçons ou a Loja (como conjunto de irmãos) e uma “Obediência” estes e a Loja são livres de se mudar para outra Obediência ou até formarem projetos de novas Obediências.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *