Maçonaria e a Revolução Farroupilha

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Maçonaria e a Revolução Farroupilha

No Rio Grande do Sul, comemora-se o dia 20 de setembro de 1835, dia em que Bento Gonçalves junto a outros tomaram de assalto a cidade de Porto Alegre RS, expulsando o então Presidente da Província Fernandes Braga para a região da cidade de Rio Grande. Um ano depois em 18 de setembro de 1836 estava proclamada a República Rio-grandense.

Ali, em 35, iniciara a maior revolta armada que já vimos no solo brasileiro, que somente se encerrou dez anos depois, em 1846, com um tratado firmado entre o Império e os revolucionários, assinado por dois valorosos Maçons.

Os motivos para tal revolta tinham vários vínculos: Sociais, econômicos, políticos, militares etc. E mesmo a Maçonaria não tendo nenhum cunho político atualmente, e ainda, inibindo a discussão política no seu seio, naquele momento serviu como manjedoura da revolução.

O período pré 20 de setembro de 1835

Era um período pós-guerra, de muita pobreza econômica no estado, pois os homens haviam recém retornado da guerra da cisplatina ao qual haviam rendido valorosos serviços militares ao Império. Aguardavam que o Imperador investisse na região para estimular novamente sua economia, como também, que realizasse o pagamento dos dividendos de guerra aos militares, o que não ocorreu.

No campo social, além das dificuldades encontradas com isso, os liberais rio-grandenses almejavam coisas que eram refutadas pelo Império, como por exemplo, a libertação dos escravos, que já era feita comprando escravos com dinheiro do Tronco de Sol.·., onde eram libertos e até assalariados nas casas de Maçons. É importante ressaltar que esses, mantinham escravos sim, mas em derradeira menor quantidade que o “normal”, até mesmo, porque seriam vistos na sociedade como inferiores caso não o tivessem. Não podemos fazer julgamento da época com olhares contemporâneos. Há relatos que muitos escravos se tornaram amigos da família e gostavam da vida que aqueles lares (dos Maçons) lhe proporcionavam.

Enfim, os ânimos estavam cada vez mais revoltosos, já que a comunicação na época com o Rio de Janeiro era dificultosa e os dias passavam, aliadas, as necessidades aumentavam. No cunho político, Bento Gonçalves, Pedro Boticário, Vasconcelos Jardim e outros liberais estavam acompanhando o desenvolvimento do Uruguai, que era republicano e aquilo lhes soava com bons ares.

A influência Maçônica na Revolução Farroupilha não foi um caso isolado, segundo pesquisas históricas, a luta contra a opressão sempre teve forte presença dos Maçons em todas as épocas e em todas as partes do mundo.

“SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO A TODA TERRA”!

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